Um mês após o início das aulas, quase 20 cidades do RS continuam sem transporte escolar

As aulas da rede estadual de ensino começaram em 21 de fevereiro, mas nem todos os alunos têm transporte para participar das atividades escolares.

Em São Jerônimo, na Região Metropolitana, os alunos das escolas estaduais estão sem transporte escolar. A Secretaria Municipal da Educação informou um contrato com a secretaria estadual(Seduc) foi rompido em 2017. Até então, a prefeitura era conveniada à Seduc através do Programa Estadual de Apoio ao Transporte Escolar (Peate), em que o município assumia o transporte dos estudantes da rede estadual.

Entre as instituições afetadas pela falta do serviço público, estão os alunos da Escola Estadual Doutor José Atanásio. Jerri Mendes Magalhães, pai de dois estudantes do colégio, disse que está juntando assinaturas para ingressar com uma ação na Justiça e garantir o transporte. Eles moram na localidade Horto Floresta, área rural de São Jerônimo.

— Estamos dependendo de uma resposta do Estado e até agora nada foi resolvido. A Coordenadoria Regional de Educação explicou na Câmara de Vereadores qual é o problema, no caso, um contrato vencido, e a secretaria municipal disse que não pode fazer nada porque o dinheiro não é suficiente para levar as crianças — disse.

Em nota, a Seduc informou que 27 municípios gaúchos decidiram deixar o Peate. Nessas cidades, a contratação da empresa que transporta os alunos é feita por licitação e em 17 delas o processo ainda não foi finalizado.

Segundo a Seduc, apesar dos desligamentos das prefeituras, houve aumento de 30% no repasse aos municípios e o valor total disponibilizado subiu de R$ 160 milhões para R$ 209 milhões em 2022.

Em Porto Alegre, os problemas também atingem a rede municipal. Na Escola Municipal Chapéu do Sol, na Zona Sul, as aulas estão suspensas por vazamento de água.

Já na Escola Estadual de Ensino Fundamental Genoveva da Costa Bernardes, localizada no bairro Lami, faltam professores. No bairro Partenon, pais relatam que os filhos estariam voltando mais cedo para casa já que a Escola Jerônimo Albuquerque está sem merendeira, trabalhadores da limpeza geral e porteiro.

Com informações do Gaúcha ZH