Preço do diesel não deve baixar até o final do ano, diz Petrobrás

Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel caiu somente 1,7% desde a implementação do teto de ICMS.

Ainda conforme dados da ANP o litro de diesel s10 está sendo atualmente vendido na média nacional em torno dos R$ 7,55.

Um recuo irrisório frente a redução no preço da gasolina que passou de R$ 7,39 na média nacional para R$ 5,74, ou seja, um corte médio de 22,3%.

Para entendermos um pouco o porquê da pouca redução no preço do diesel, precisamos esclarecer que a gasolina e o diesel possuem dinâmicas distintas que interferem nos seus respectivos preços.

Segundo informações de Cláudio Mastella, diretor de Comercialização e Logística da Petrobras, na estação do verão no hemisfério Norte, o consumo da gasolina sobe bastante e como consequência os preços ficam mais altos devido à alta demanda.

Agora que estamos caminhando para o fim do ano e período de inverno, os preços começam a ceder, dessa forma, é possível reajustar os valores da gasolina, percebendo a tendência estrutural para uma redução.

Devido à tendência do mercado, assim como a queda no preço do barril de petróleo e da cotação do dólar, a Petrobras conseguiu anunciar ainda duas reduções no valor da gasolina para as refinarias.

No caso do diesel, o diretor da Petrobras esclareceu que estamos em um cenário de manutenção dos preços do combustível, dessa forma a previsão é de que o diesel mantenha os níveis atuais com possibilidade de aumento.

Outra questão preocupante quanto ao diesel, está relacionada à proximidade do inverno no hemisfério norte, onde a Petrobras espera efeitos da temporada de furacões nos Estados Unidos que podem comprometer ainda mais a produção e incentivar novos aumentos no estoque do combustível.

Além disso, o preço do diesel está sendo pressionado pela redução na oferta global do combustível e aumento da demanda no Brasil devido ao período da safra de grãos com risco de um possível desabastecimento.

Dessa forma, compreendendo a diferença entre os combustíveis, o diretor da Petrobras não fez nenhuma previsão de quando o preço do diesel pode ter uma redução, afinal a tendência atual é de fortalecimento dos preços.

O diretor da Petrobras faz alusão aos dois reajustes para baixo no preço da gasolina nos últimos dez dias, numa queda total superior a 8% nas refinarias. Ele justificou que os estoques mundiais de gasolina estão normalizados, enquanto os de diesel seguem “muito abaixo” da média histórica.

Com isso, há maior previsibilidade sobre os preços da gasolina, que devem se manter estáveis ou apresentar mais quedas, enquanto o diesel ainda deve experimentar flutuações relevantes até o fim do ano, o que impediria reajustes por parte da Petrobras no momento.

Com informações da FolhaPress